AUDIO – Botafoguense pede socorro. Diz que não quer morrer no Clementino Fraga

Diagnosticado com Covid 19 e internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Clementino Fraga, no Bairro do Jaguaribe, em João Pessoa, o botafoguense Cássio Lourenço de Oliveira (Cassinho), bastante conhecido nos meios desportivos da Capital e proprietário de uma barraca de verduras na Empasa (antiga Ceasa, no Cristo Redentor), pede “socorro”.

Em áudio que ele fez circular nas redes sociais diz que “está prestes a morrer, caso alguém não intervenha”. Segundo ele, vive um drama enorme para a sobreviência e não quer deixar o mundo agora, pois acha que ainda não chegou a sua hora.

“Gente, em nome de Jesus, pelo amor que vocês têm aos filhos de vocês, que vocês me tirem, liguem para as pessoas que têm influência, me tirem aqui do Clementino Fraga, faz três dias que estou em cima de uma cama todo c….., todo mijado, sem comer, não aparece ninguém para dá um copo com água. O caos aqui é total. Quando chega lá na frente, eles dizem que é mentira, que está tudo em ordem”, diz ele no audio.

Cassinho continua: “Gente, por favor, não deixe eu morrer não, tire eu daqui, venda a minha barraca que vale R$ 50 mil, meu carro vale R$ 20 mil. Edmilson Soares, Maurinho, todos os conselheiros aí do Botafogo, torcedor, amigos, arrumem uma ambulância num hospital particular desse e vem me buscar ainda hoje, que eu tenho chances de vida, agora nesse abandono aqui, não tenho não”, afirma ele.

O botafoguense encerra o audio dizendo: “Aqui está programado para morrer muita gente, não tem gente suficiente para trabalha aqui não. Gente, por favor, por Jesus Cristo, estou falando a verdade, não sejam omissos não com quem quer viver, quer criar os filhos. Gente, não sou candidato a político não, que quiser eu ajudo qualquer um, mas me ajudem, venham me buscar daqui, tirem eu daqui, me levem para um hospital particular, a minha família e minha barraca pagam, por favor, eu estou pedindo em nome de Jesus. Não acreditem no que a diretoria desse hospital fala não. Estou passando aqui, eles deixam as pessoas abandonadas, a pessoa vai piorando e depois morre. Dois dias sem tomar um copo d´água, três dias c….. em cima da cama. Eu estou no CTI”

A diretoria do hospital não foi localizada para falar sobre o caso.

Por Marcos Lima

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