CONDE – Manga Rosa, a ganância pelo Poder e a sessão desastrosa

O presidente da Câmara Municipal de Conde, Carlos André (Carlos Manga Rosa) quer mesmo sentir novamente o gosto de sentar na cadeira da prefeita Márcia Lucena. Ele já fez isso esse ano quando a gestora, acusada e até o momento denúncias não comprovadas, foi presa por força de liminar e liberada poucos dias depois.

Manga Rosa, presidente da Câmara Municipal de Conde

É que, neste momento de pandemia, o presidente da Câmara Municipal resolveu “colocar as unhas de fora” e mais uma vez, numa sessão cheia de atropelos, fora dos padrões legais, convocada quase que exclusivamente para mostrar sua liderança entre os vereadores e sua ânsia do poder, comandou a votação que rejeitou o relatório da comissão processante, que tinha decidido pelo arquivamento do processo contra a prefeita Márcia Lucena, sob o argumento de que a gestora municipal não teve nenhuma condenação na esfera judicial que apurou a Operação Calvário, bem como a pandemia da Covid 19, onde, toda a Magistratura praticamente está parada.

O blogdomarcoslima transcreve matéria publicada no Portal Litoral Já, onde, os fatos demonstrados deixam claramente a ganância pelo Poder por parte do presidente Carlos Manga Rosa. Ressalta-se que, num suposto afastamento da prefeita Márcia Lucema, Manga Rosa assume o cargo de prefeito, haja vista que o vice-prefeito, no ano passado, renunciou ao cargo.

Abaixo, matéria publicada no Portal Litoral Já, que vem assinada pelo jornalista Arimatéia Sousa

“O MANGA ARMA CONTRA A PEFEITA MÁRCIA LUCENA”

Durante o período mais crítico do século XXI, que é este de quarentena, uma anomalia mundial, causada pelo Covid-19, que está assolando as nações, a câmara de Conde realiza sessão, pondo em pauta, processo de cassação da gestora. O momento é crítico demais e o município de Conde tem outras prioridades. Será que esta seria a única pauta dos parlamentares na data de hoje, 12/05/2020?

Sessão remota e suas Fragilidades

Na semana passada, o presidente Carlos André, o popular Manga Rosa, convocou os demais parlamentares para realizarem normalmente as sessões na Câmara municipal, mas a opinião pública e a imprensa caíram em cima, por conta da aglomeração e o momento difícil que a humanidade passa, devido ao Coronavírus.

O presidente reconheceu e declarou que as sessões aconteceriam remotamente, pela Internet.

Dificuldades com a Tecnologia

Foi notório para quem pode acompanhar a sessão desta terça-feira, 12/05/2020, pela internet, os graves problemas de transmissão.

A sessão foi transmitida de forma amadora, através de um facebook de um particular. O áudio estava nitidamente com problemas, o que foi alvos de críticas de alguns vereadores.

Além da falta de profissionalismo com a tecnologia, o poder legislativo deixou ainda, de publicar oficialmente, um link para que o povo condense pudesse acompanhar os trabalhos de interesses públicos.

A câmara não dispõe dos devidos recursos técnicos para realizar tal trabalho, pois os vereadores não receberam tablets ou computadores para acessarem as transmissões.

A falta de clareza dos áudios deixavam os vereadores em frequentes dúvidas do assinto debatido e, ou, sobre o que deveriam votar.

Em um dado momento da sessão, o vereador Luzimar Nunes reclamou do áudio da mesa diretora e pediu retorno. O mesmo estava acompanhando a sessão de sua residência, bem como o vereador Pinta de Gurugi. A pauta de cassação do vereador Carlos Manga Rosa, que foi apresentada e rejeitada na mesma sessão, teve que ser lida e relida pelo vereador Juscelino, pois o vereador Luzimar Nunes não tinha clareza do áudio para entender o que se votava no momento.

Foi passado ainda pra redação do “Portal Conde News”, que tinha vereador acessando a sessão com um simples smartphone, daí, tantas dificuldades para a realização de uma sessão que faltou tantas clarezas nos trabalhos.

Questionamento sobre transparência

O vereador Naldo Cell questionou a falta de transparência nos trabalhos legislativos, ao indagar sobre a falta de cópias dos processos para que o parlamentar pudesse acompanhar com mais clareza.

Resumo

O único vereador que faltou a esta sessão foi o vereador Flávio Mello, que justificou que estava de viagem e não sabia da sessão. Mas a sessão num era remota? Ele poderia votar de qualquer lugar ou não?

O pedido de cassação da prefeita Márcia Lucena, que foi arquivado em 22 de Abril de 2020 pela comissão processante, mas teve que vir pra votação em plenário, pois o plenário é soberano.

A soberania dos parlamentares que pediram pra o processo prosseguir, é a mesma que rejeitou e engavetou o pedido de cassação de dois vereadores no mesmo dia. Seriam dois pesos e duas medidas?

Não foi nem aberto uma CPI para averiguar as denuncias?

Com a palavra, o povo de Conde, pois é ano de eleições!!!

Da redação Por Arimatéia Sousa

Obs.: Transcrito do Portal Litoral Já

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