Funcionária de estação morre de Covid-19 após ser contaminada por cusparada de cliente em Londres

Polícia analisa imagens de câmera de segurança para identificar culpado; colega de Belly Mujinga, de 47 anos, também ficou doente. Reino Unido registra diversos casos de ataques do tipo.

A polícia britânica tenta identificar um homem que cuspiu em duas funcionárias do sistema de trens urbanos de Londres, que contraíram Covid-19. Uma delas, Belly Mujinga, de 47 anos, morreu em decorrência da doença.

Imagens das câmeras de segurança da estação Victoria foram entregues à polícia. Segundo a colega, que não teve o nome divulgado, o homem que cuspiu e tossiu em cima dela e de Mujinga, que também trabalhava na bilheteria, teria cerca de 50 anos e estava bem vestido. Ele disse às duas que estava contaminado pelo coronavírus.

O caso aconteceu em 22 de março e ambas adoeceram poucos dias depois. Mujinga faleceu no dia 5 de abril.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson comentou a morte da funcionária nesta quinta-feira (14), chamando a situação de trágica e inaceitável. “”O fato de ela ter sido atacada por fazer seu trabalho é absolutamente terrível”, afirmou.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, uma série de casos em que funcionários que atendem ao público e policiais foram agredidos com cusparadas e ameaçados por pessoas que disseram ser portadoras do coronavírus foi registrada no Reino Unido nas últimas semanas.

O jornal cita exemplos como o de um policial em Northamptonshire, na Inglaterra, que recebeu uma cusparada no rosto no final de semana. No mês passado, um colega dele já havia sido colocado em isolamento por ter sofrido um ataque semelhante em serviço.

Em Glasgow, na Escócia, um homem foi preso na semana passada por cuspir no rosto de um policial e anunciar que estava contaminado. Apenas na Escócia, já passam de 100 os registros de incidentes contra policiais desde o início das ordens de confinamento.

Registros do mesmo tipo também foram feitos pela polícia do País de Gales, ainda de acordo com o “Guardian”.

  Fonte: G1

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