NÃO AO GOLPE – Vereadores desafiam presidente da Câmara de Conde a ter voto para prefeito

Vereadores que participaram por videoconferência da remota e considerada “desastrosa” sessão, ocorrida na última terça-feira, 12, da Câmara Municipal de Conde, e outro que não esteve presente por afirmar que não foi comunicado, não param de procurar os meios de comunicação para criticar o “golpe” que pretende dar o presidente da casa legislativa, vereador Carlos André de Oliveira Silva (Manga Rosa) na prefeita Márcia Lucena.

Flávio Melo chamou Manga Rosa de “golpista”

Durante todos esses anos que moro no Conde, é a primeira vez que estou vendo o presidente da Câmara, Manga Rosa, querendo dá o golpe no nosso município. Porque ele não vai para as urnas, ver quantos votos ele tem?”, disse o vereador Flávio Melo, chamando o presidente de “golpista” e desafiando ele a testar sua popularidade nas urnas. Flávio não participou da sessão, sob a alegação de que não foi avisado de sua realização.

O vereador Ednaldo Barbosa, popularmente conhecido como “Naldo Cell”, esteve presente à sessão e, desabafou na manhã desta quinta-feira, 14. “Me posicionei contra mais esse golpe e sempre serei contra qualquer ação para desconstruir o projeto de transformação de nosso município”, Frisou. Os dois vereadores afirmam que o presidente da Câmara Municipal de Conde quer de todas as formas e maneiras, burlando a legislação e atropelando, se for o caso, até a “própria mãe”, sentar na cadeira de prefeito da cidade.

A sessão a que os vereadores Flávio Melo e Naldo Cell se referem, ocorreu na terça-feira, 12, com a participação virtual de 10 dos 11 parlamentares. De forma precária, com uma tecnologia desconhecida por alguns parlamentares e com a internet sempre em pane, sendo drasticamente transmitida de forma amadora através do facebook de um particular, arquivou processos de cassação contra o próprio presidente e também do vereador Naldo Cell, ambos acusados de irregularidades parlamentar.

Naldo Cell esteve presentou e condenou atitude de Manga Rosa

Outro ponto de pauta foi a votação do relatório da Comissão Processante instalada para apurar supostas irregularidades da atual prefeita Márcia Lucena. A comissão opinou pelo arquivamento da acusação sob o argumento de que a gestora municipal não teve nenhuma condenação na esfera judicial que apurou a Operação Calvário, bem como a pandemia da Covid 19, onde, toda a Magistratura praticamente está parada. Por 5 votos a 4, o Relatório da comissão foi derrotado, dando assim prosseguimento às investigações. O presidente Manga Rosa não votou. Ele, no entanto, é um dos interessados na cassação da prefeita Márcia Lucena, pois passaria a ocupar o cargo de prefeito, haja visto que o vice-prefeito renunciou.

Muitas foram as irregularidades apontadas por vereadores e juristas para com a sessão, dentre elas falta de profissionalismo com a tecnologia, quando o poder legislativo deixou ainda, de publicar oficialmente, um link para que o povo condense pudesse acompanhar os trabalhos de interesses públicos.

Manga Rosa, presidente da Câmara Municipal de Conde

Uma outra arbitraridade, de acordo com os vereadores, é a de que a câmara não dispõe dos devidos recursos técnicos para realizar tal trabalho, pois os vereadores não receberam tablets ou computadores para acessarem as transmissões. A falta de clareza dos áudios deixavam os vereadores em frequentes dúvidas do assinto debatido e, ou, sobre o que deveriam votar.

Em um dado momento da sessão, o vereador Luzimar Nunes reclamou do áudio da mesa diretora e pediu retorno. O mesmo estava acompanhando a sessão de sua residência, bem como o vereador Pinta de Gurugi. A pauta de cassação do vereador Carlos Manga Rosa, que foi apresentada e rejeitada na mesma sessão, teve que ser lida e relida pelo vereador Juscelino, pois o vereador Luzimar Nunes não tinha clareza do áudio para entender o que se votava no momento.

Informações dão conta de que ouve vereador acessando a sessão com um simples smartphone, daí, tantas dificuldades para a realização de uma sessão que faltou tantas clarezas nos trabalhos.

Por Marcos Lima

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