Walter Santos revela estudo inovador, mas diz que João Pessoa não dispõe desta ambição para gerar nova vocação econômica

João Pessoa insiste em não inovar, reproduz velhas culturas, antigas estruturas e não tem quem lidere uma nova vocação econômica e humana

Em plena terça-feira de lero lero e de muito “disse-me-disse”, além de atrasos nas políticas nacionais de trato dos muitos problemas, além do COVID, eis que acabei me deparando com um consistente documento produzido pelo SEBRAE Nacional e o Anprotec voltados para a inovação real no País, portanto nos Estados, daqui em diante.

Foi a professora doutora Francilene Garcia que nos subsidiou de um documento muito relevante com estudos profundos. “Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores”, diz o texto.

Uma pena, no nosso linguajar torrelandês, porque a essência do belo trabalho enfrenta muitos óbices e dificuldades de operacionalização porque sem decisão política, comprometimento das lideranças e estruturas, além do mais sem um Projeto Mobilizador dos vários segmentos, a bela tese não sai do canto. João Pessoa é uma prova do desperdício da inovação.

Fatos, apenas fatos

A Capital da Paraíba anda ilhada há anos sem conviver como Polo Digital de força e liderança porque, entre três outros Polos relevantes (Recife, Campina Grande w Natal) optou por arquivar um Projeto internacional denominado “Polo Digital e de Cultura”, através do Centro de Inovação e Investimentos – Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque -, em pleno Centro Histórico, para trocá-lo pelo Empretec, projeto de empresas de TI na direção do Sul da cidade sem a dimensão do que atraiu para João Pessoa, Rui Coelho, o executivo de Portugal que fez Lisboa ser HUB da Inovação da Europa.

Ele considerou nossa Capital apta para mesmo desenvolvimento futuro. Mas…

Aqui não se pode abstrair a importância do Empretec, mas ele surgiu sem conseguir mobilizar todos os segmentos além da TI, para deixar de transformar o Centro Histórico da cidade como Polo da Economia Criativa envolvendo diversas instituições e setores da vida real da cidade fechando a iniciativa trocando menos por mais.

Afinal, o que o BID construiu?

Os recursos na ordem de U$ 100 milhões (R$ 560 milhões) foram empregados ao longo dos últimos anos sem mudanças formais de estrutura e conceito gerando a sensação de que não impactou ou existiu na dimensão intencionada.

Bastassem 50% de investimentos reais na economia inovadora e criativa do Centro Histórico para termos outro impacto e resultados na construção de nova vocação econômica porque a opção e adesão pela beira-mar não tem nem terá inovação nem resolve nosso berço histórico.

Não há quem lidere

A dados de hoje não há nenhum nome dos que se apresentam para liderar o futuro da cidade com compromisso e respaldo histórico em nome de nova vocação economia que resolva, enfim, nosso futuro econômico inserindo o Centro Histórico como novo (velho) Polo.

Esta é a dura verdade.

Por Walter Santos

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