Associação de sambistas e pagodeiros de João Pessoa diz que musicos estão “passando fome”

Sambistas e pagodeiros da Paraíba, que vivem da profissão levando muita alegria ao público do Estado, depois de muito tempo sem uma verdadeira representação oficial, acabam de criar sua entidade de classe e os frutos plantados em benefícios de todos já começam a serem colhidos.

As lives, promovidas por meio da Associação Cultural dos Sambistas e Pagodeiros de João Pessoa-Paraíba tem garantido a sustentação de muitos desses profissionais. O público tem atendido aos apelos dos músicos fazendo doações a serem destinadas aos cantores. “Graças a nossa associação, que, de forma organizada, estamos realizando essas ações”, afirmou neste sábado, 13, o sambista e pagodeiro Edes Barbosa, presidente interino da ACSAMP-JPPB.

Mesmo assim, as lives não tem sido suficientes para ajudar a todos e a entidade, em nome dos profissionais, pede apoio dos órgãos públicos, principalmente da Câmara de Vereadores da Capital e da Assembléia Legislativa. “A verdade é que estamos passando fome e precisamos de ajuda. É necessário que se faça projetos em caráter de urgência para amenizar nossa situação”, afirmou o dirigente.

A Associação teve sua fundação em dezembro de 2019, no entanto, a diretoria ainda está na legalização de toda a sua documentação, haja vista que a pandemia da Covid 19 (novo coronavírus) atrapalhou tudo. “Estamos aguardando apenas o fim desta pandemia para concluirmos nosso registro cartorial, seguindo dos passos que a lei requer”, garantiu Edes.

O objetivo maior da Associação, conforme o seu presidente interino, é dá todo o suporte e apoio aos seus profissionais, abrindo espaços hamoniosos  de união, com oportunidades, lançamentos  e solidificação da cultura sambistica e pagodeira da grande João Pessoa e da Paraíba. “Um serviço social e solidariedade ao próximo”, alega.

Com a pandemia da Covid 19, sambista e pagodeiros, a exemplos de outras classes profissionais tiveram prejuízos incalculáveis, pois pararam as atividades e muitos deles ainda estão em situação difíceis. Além das lives, uma solução encontrada pela Associação, eles recorreram também a vereadores pessoenses e deputados estaduais no sentido de ajuda, mas, as barreiras foram grandes, o que deixou revoltado esses músicos.

Por Marcos Lima

ALGUMAS LIVES JÁ REALIZADAS PARA AJUDAR OS PROFISSIONAIS

 

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