Trump cria banco de dados de ‘maus policiais’ nos Estados Unidos

A ordem executiva também estabelece financiamento para departamentos de polícia que introduzirem programas de boas práticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (16) uma ordem executiva que cria um banco de dados com registros de policiais que usarem força excessiva durante suas ações.

A medida surge após os protestos pela morte de George Floyd, homem negro morto por um policial branco em Mineápolis, nos EUA.

Ela também estabelece financiamento para departamentos de polícia que introduzirem programas de boas práticas. Uma forma de responder às manifestações pela brutalidade policial no país.

Os departamentos de polícia que quiserem receber os fundos federais deverão passar por um processo de certificação, em que se comprometerão, entre outras coisas, a proibir a prática de agarrar pessoas pelo pescoço durante abordagens, para dificultar a respiração e facilitar a imobilização.

O comportamento só será dispensado com a vida de um agente estiver em perigo.

O presidente dos EUA destacou que apenas uma pequena porcentagem de agentes comete atos de brutalidade e racismo. Além disso, garantiu que a grande maioria dos americanos, “mesmo que não saibam”, estão de acordo com o lema eleitoral que adotou: “Lei e ordem”.

Medida limitada

Segundo analistas, o impacto da medida é limitado, já que não há qualquer obrigação que departamentos locais de polícia adotem medidas de menor uso de força. Trump, no entanto, se comprometeu a trabalhar com o Congresso por medidas mais firmes de reforma.

O decreto assinado hoje também busca fortalecer uma base de dados nacional, para que os agentes despedidos por negligência ou conduta inapropriada em uma cidade, não se incorporem facilmente no departamento de outra.

A assinatura do decreto sobre o uso da força, contudo, não contou com a presença dos familiares de negros mortos, mas sim com vários representantes de órgãos de segurança e de sindicatos de policiais.

Trump ainda afirmou que é contra a reivindicação do movimento “Black Lives Matter” (Vidas pretas importam), de que sejam cortados os fundos dos departamentos de polícia.

 Fonte: R7

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