Família quer as verbas da prefeitura de Bayeux a qualquer preço

O empresário Edson do Kipreço e seus filhos Junior e Diego, não conseguem ficar satisfeitos com o sucesso do seu empreendimento comercial, a rede de Supermercados Kipreço. O trio demonstra uma ânsia irrefreável de colocar as mãos em cofres públicos.
Assim aconteceu no pequeno município de Lagoa de Dentro, escolhido a dedo pelo clã familiar para se apoderar de verbas municipais destinadas à merenda escolar e aquisição de artigos de higiene e limpeza, além daqueles gordos repasses para obras e serviços.
Investindo pouco, Edson do Kipreço venceu a eleição para prefeito e assuniu o comando dos cofres daquele município. A experiência foi desastrosa e catastrófica para a população local. O empresário fez tantas estrepolias com o dinheiro público que a população deu cartão vermelho a ele na eleição seguinte. E os órgãos de fiscalização, TCU e TCE condenaram o empresário espertalhão e o tornaram ficha suja, para não voltasse a disputar cargos públicos.
Sem pagar o que deve, Edson tentou esse ano aplicar o golpe ‘‘se colar, colou’’, lançando-se pré-candidato a prefeito de Bayeux. Logo sua ficha foi divulgada e a reação da opinião pública colocou o vivaldino para correr.
Mas ele não desistiu e escalou um dos filhos, Diego, para tentar emplacar na corrida eleitoral, mesmo o povo sabendo quem está por trás do projeto. Outro filho do Kipreço, o jovem Junior, já foi vereador de Bayeux e presidiu a Câmara. Sua passagem não deixou nenhuma boa lembrança. Farrista e chegado a um bom uísque, Júnior Kipreço só conseguiu se eleger uma vez.
Mas a pergunta que fica no ar é: por que esse grupo empresarial familiar quer tanto o controle de uma prefeitura como a de Bayeux e torra dinheiro para conseguir esse objetivo?
Ora, a resposta já foi dada lá atrás, quando Edson assumiu a pequena prefeitura de Lagoa de Dentro. O que ele quer, agora, é o controle dos cofres de Bayeux, ara que sua empresa possa fornecer de parafuso a arroz, de papel higiênico a cuscuz.
Para isso, a família Kipreço está gastando uma nota na compra de cabos eleitorais e pré-candidatos a vereador, como já se ouviu em áudios divulgados na cidade. A ideia é retirar esses gastos com juros e correção monetária quando assumirem a prefeitura, se o povo de Bayeux, já escaldado pela recente experiência, caísse nesse conto do vigário.
O mais provável é que o pai gaste uma fortuna com o filho e veja seu dinheiro sumir e nunca mais aparecer, amargando uma derrota fragorosa.
– Que preço caro que eu paguei!
Dirá Edson do Kipreço.

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