Bolsas de NY superam instabilidade após balanços de bancos e fecham em alta

As bolsas de Nova York tiveram uma sessão instável nesta terça-feira (14) depois da divulgação dos primeiros resultados de lucros do segundo trimestre de grandes bancos americanos.

Os índices acionários oscilaram entre perdas e ganhos durante boa parte da sessão, mas se firmaram em alta na reta final e fecharam com ganhos consistentes, ignorando os temores aguçados ontem pelo fechamento de bares e restaurantes, entre outros estabelecimentos, no Estado da Califórnia.

Além disso, sinalizaram mais uma vez para a esperança por uma recuperação econômica rápida e mais estímulos do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) que ainda podem estender o “bull market”.

O Dow Jones fechou em alta de 2,13%, a 26.642,59 pontos, o S&P 500 subiu 1,34%, a 3.197,52 pontos, e o Nasdaq avançou 0,94%, a 10.488,58 pontos.

Bancos

Entre os balanços, o resultado mais positivo foi do JP Morgan, que reportou queda de 51% nos lucros, para US$ 4,7 bilhões, ou US$ 1,38 por ação no segundo trimestre. Apesar da queda impressionante, o número ainda foi considerado positivo, recuando menos do que o esperado no período, levando a ação do banco a fechar em alta de 0,56%.

O Citigroup também reportou uma queda menor do que o esperado, a US$ 0,50 por ação, mas ainda assustou os investidores ao reportar provisões de US$ 52 bilhões em preparação para os possíveis prejuízos que podem ser causados pela pandemia. A ação do banco caiu 3,93% no pregão de hoje.

E se os números dos outros dois grandes bancos assustaram, o Wells Fargo elevou ainda mais os receios na primeira metade da sessão ao reportar prejuízo líquido pela primeira vez em mais de uma década.

De acordo com o balanço, o banco registrou prejuízo de US$ 2,38 bilhões no trimestre, depois de reservar US$ 10 bilhões em preparação para uma onda de inadimplência. A ação do banco terminou o dia em queda de 4,57%.

Ainda assim, o índice do setor financeiro do S&P 500 fechou em alta de 0,51% nesta terça-feira. “Isso mostra que há uma recuperação de três velocidades na economia”, disse Sebastien Galy, macro estrategista da Nordea Asset Management.

“Alguns bancos estarão melhor posicionados do que outros”, durante períodos de volatilidade, particularmente no caso do JPMorgan, que é um participante fundamental no mercado. “Cada banco está dizendo algo diferente sobre a economia”, disse ele.

Esta semana ainda vão divulgar seus resultados o Morgan Stanley, o Bank of America e o Goldman Sachs.

Outros destaques

No conjunto, o setor que teve o melhor desempenho dentro do S&P 500 foi o de energia, que subiu 3,51%. No fim, nenhum dos 12 setores fechou com desempenho negativo.

Já as ações da Delta Air Lines caíram 2,65%, depois de a empresa reportar uma perda antes de impostos de US$ 7 bilhões. Mas a aérea disse que possuía US$ 15,7 bilhões em liquidez no fim do trimestre para ajudar a manter a companhia em atividade.

O dado de inflação de junho nos EUA ficou acima do esperado, indicando alta de 0,6% dos preços, contra expectativa de consenso de 0,5%, de acordo com o Departamento do Trabalho. Ainda assim, a inflação continua muito abaixo da meta do Fed e dos níveis vistos antes da pandemia.

A notícia é positiva para o risco, pois abre espaço para que o BC americano continue injetando liquidez na economia. Mas não foi suficiente para dar ânimo aos investidores, que já esperavam uma inflação fraca em junho.

 Fonte: G1

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