OPINIÃO – “Em Bayeux, o povo tem o representante que merece”

A conjuntura política de Bayeux é o que podemos chamar de uma verdadeira “sujeira”. A gestão 2016/2020 começou com moído e vai terminar com moído. Flagrantes de extorsão, propinas, prisões, cassações, tapetões, falta de vergonha, falta de caráter e picaretagens são apenas alguns itens que recaem muito bem sob a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores ao longo desses últimos quatro anos.

Dentro deste panorama não estão inseridos apenas vereadores e prefeitos. Se enquadram também, principalmente, o eleitorado que não passa de um “analfabeto político”. O alemão Bertolt Brecht (1898-1956), em pensamento denominado de “O Analfabeto Político” disse que “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas”

Brecht continua “O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

O médico Bertolt Brecht, que durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou em um hospital de Munique, na Alemanha, ao escrever seu pensamento parece que já imaginaria o que estaria para acontecer na conjuntura política brasileira, principalmente no município de Bayeux.

Nos últimos quatro anos, em Bayeux se viu de tudo em se tratando de política partidária. Prisão de prefeito por extorsão, cassação de prefeitos, impedimento legal de assumir cargo, enfim, na Paraiba, pelo que se tem conhecimento, Bayeux é a única cidade em que em menos de quatro anos, quatro prefeitos tiveram o sabor de assumir o cargo mais alto da política no município. Está prestes a ganhar o seu quinto prefeito em menos de quatro anos.

Os políticos da cidade, pelo panorama que se tem presenciado nos últimos dias, poucos dão importância para o seu eleitorado, para a população da cidade mais francesa do Brasil, que é Bayeux. Vereadores que “ontem” falavam mal de colegas de parlamentos de “sem vergonhas” e seus entes queridos de “machistas”, hoje caminham de mãos dadas, abraçados pela ganância do poder.

Os interesses pessoais e monetários falam mais altos. Basta ver vídeos que circularam e ainda circulam nas redes sociais gravados e reproduzidos pelo atual vereador Adriano Martins, o mesmo que na tribuna da Casa Legislativa chamou o eleitorado de “imbecil”, para se ter o exemplo.

Considerado a pessoa mais folclórica da cidade de Bayeux, Adriano Martins tem proporcionado cenas desagradáveis e de desafetos com colegas de parlamento, ignorados neste momento de sucessão do prefeito Jefferson Kita. O próprio Adriano, que se lançou vice-prefeito na chapa da vereadora Luciene de Fofinho não poupou adjetivos a Luciene, chamando-a de pessoa “sem vergonha” que fugia do plenário para não votar em favor da população.

Também em vídeo, o vereador Adriano Martins incitou a vereadora Luciene de Fofinho a provar que seu esposo, o Fofinho, não era machista. Cenas e episódios como estes do vereador Adriano Martins enriquecem as estatísticas de falta de credibilidade nos políticos brasileiros. E o pior…enquanto esses políticos sem “caráter” e sem “moral” se deletam em luxúrias e acordões, a população apenas acompanha em berço esplêndido sem nada poder fazer, isto porque ate mesmo a Justiça dá cobertura a quem não merece a menor credibilidade.

Mas, o ditado popular é claro: “O povo tem o representante que merece”

Por Marcos Lima

 

 

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *