Veja o que já se sabe sobre a execução de Fernando Iggnácio, uma semana após o crime

Uma semana depois da execução do contraventor Fernando Iggnácio, num heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, a polícia tenta reunir informações que ajudem a desvendar o caso. Mas a cada passo da investigação, o que se apresenta é um crime bem planejado e executado, e as pistas mais parecem as peças de um grande quebra-cabeças.

Nesta semana, a Delegacia de Homicídios pretende colher o depoimento de Cármen Lúcia, viúva de Fernando Iggnácio, que pode ajudar a elucidar pontos ainda obscuros na investigação. Ela estava com o marido momentos antes do assassinato, quando voltaram juntos de helicóptero da propriedade da família em Angra dos Reis, na Costa Verde, e o contraventor foi morto quando deixou a aeronave para buscar o carro blindado no estacionamento do heliporto.

O depoimento de Cármen Lúcia pode explicar, por exemplo, por que o marido estava sem a escolta dos seguranças que costumavam acompanhá-lo. Também se espera que ela forneça outras informações importantes para esclarecer o caso. Veja o que a polícia descobriu até agora:

Premeditado

Quem matou Fernando Iggnácio sabia que ele retornaria de Angra dos Reis de helicóptero na terça-feira. Segundo as investigações, o atirador chegou horas antes ao local e se posicionou em local estratégico à espera do bicheiro. O acesso ao ponto ideal para a execução foi um terreno baldio que fica ao lado do estacionamento onde a vítima foi baleada.

Fuzil

A pessoa que efetuou os disparos contra Iggnácio usou um fuzil Ak-47, calibre 762, segundo a polícia. Apesar do potencial de longo alcance, o suspeito estava a cerca de cinco metros da vítima, que foi alvejada cinco vezes.

Três suspeitos

As pegadas no terreno baldio que deu acesso ao local do crime indicam a participação de três pessoas na execução de Fernando Iggnácio. A polícia agora tenta descobrir se todos os disparos foram feitos por um único atirador.

Coturnos iguais para despistar

Peritos descobriram que três criminosos usaram coturnos com uma mesma numeração. No entanto, isso não seria apenas uma coincidência. A polícia analisa a hipótese de que os assassinos utilizaram o recurso para tentar confundir os investigadores.

Câmeras

A Delegacia de Homicídios recolheu HDs com imagens de 64 câmeras do circuito de segurança da empresa de táxi-aéreo onde o contraventor foi executado.

Extra 

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