EM LUCENA – Na “farra” de parcelar dívidas, ex-prefeitos deixam de pagar quase R$ 22 milhões ao IPM

Presidenta do Instituto de Previdência diz que situação pode ser grande problema para futuras aposentadorias e pensões no município

Live foi na noite desta terça-feira, pelo canal Youtube

Quase R$ 22 milhões deixaram de entrar nos cofres do Instituto de Previdência Municipal de Lucena nos últimos 16 anos (de 2004 a outubro de 2020), devido a “farra” de parcelamento dos débitos previdenciários pelos ex-prefeitos, com a conivência da Câmara Municipal, já que aprovou tudo em lei municipal. Uma “herança maldita” que se não for bem administrada pela atual gestão, poderá trazer consequências gravíssimas aos servidores efetivos quanto a sua futura aposentadoria e futuros pensionistas.

A “caixa-preta” do IPM de Lucena foi aberta na noite desta terça-feira, dia 4, pela presidente do Instituto, Thaís Emília Diniz Mendes de Araújo Costa, durante Live dos 120 dias de gestão do atual prefeito Léo Bandeira (Solidariedade), quando se tomou conhecimento do que fizeram com o órgão ao longo desses anos. A Live foi através da plataforma Youtube, no canal da Prefeitura Municipal.

Confira a entrevista no link abaixo>

https://www.youtube.com/embed/K_EdDmCHJN0?start=10263

“São parcelamentos feitos em 200 meses pelos ex-gestores. Uma herança deixada bem pra frente e que, em média é gerado um debito mensal para a prefeitura de R$ 125 mil de parcelamentos de contribuições previdenciárias que não foram repassadas”, disse a presidente do IPML. “De 2004 até outubro de 2020, o que os gestores passados parcelaram chegam a R$ 20 milhões. Se soma a este valor, os meses de novembro, dezembro e 13º, formando em média R$ 1.042.000.000,00 (hum milhão e quarenta e dois mil reais), quando, tudo aí, dá quase R$ 22 milhões, que deixaram de ser repassados ao Instituto de Lucena”, afirmou a presidente.

Dos débitos parcelados mais recentes, foram constatados três parcelamentos no ano de 2018, um em 2019 e  mais um em 2020, este último não aprovado, num desrespeito generalizado com o órgão. e com os servidores públicos municipais. Criado em 1993, o que a nova presidente do IPML encontrou na conta do órgão, conforme explicou, foi cerca de R$ 400 mil e que em apenas 120 dias de gestão do prefeito Léo Bandeira, se tem em conta quase o dobro desse valor, fruto de um bom gerenciamento público.

Atualmente, o Instituto de Previdência Municipal de Lucena é responsável pelo pagamento a 350 inativos e pensionistas, o que a presidenta chama de “350 famílias” que dependem do órgão para receberem os seus proventos. Em média, de acordo com Thaís Emília, atualmente é injetado em torno de R$ 340 mil mensal na economia do municipio, através do pagamento aos inativos e pensionistas, o que, nessa nova gestão, esses pagamentos estão sendo feitos dentro do mês, diferente da gestão passada.

“Isso é uma vitória, porque é um publico alvo que deu o seu sangue, sua saúde, todo o seu empenho para o serviço publico do municipio e nada mais justo de que agora tenha o seu reconhecimento”, afirmou Thaís, garantindo que IPML é um orgão muito técnico que  trata basicamente de aposentadorias e pensões, mas tem prestação de contas a fazer, a orgãos de controle, dentre eles o Tribunal de Contas, Ministério Público e Ministério da Economia.

“Trabalho técnico, muito duro, muito árduo e que as pessoas que estão aqui não compreendem, acham que estamos ali só para conceder aposentadorias a inativos e pensionistas. Estamos alí também para resguardar o direito dos aposentados e pensionistas e dos servidores ativos, que um dia vão buscar os serviços do instituto para serem concedidos os seus benefícios”, assegurou.

O que diz o prefeito

Diantes da situação em que encontrou o Instituto de Previdência Municipal de Lucena, o prefeito Léo Bandeira disse que a herança, ora assumida e herdada, em relação aos  parcelamentos, tem que se ter o cuidado de se cumprir com as obrigações. “Sabemos que é muito dificil diante da situação que estamos vivenciando, mas não podemos deixar pra trás, até porque estamos nos responsabilizando com toda uma estrutura de prefeitura, porque, quando a gente deixa, pode inclusive deixar no “CAUC” e inclusive evitar que o municipio receba recursos federais. Esse cuidado tem que ser feito”, disse o prefeito.

Léo Bandeira acrescentou: “O Instituto tem que cuidar disso para evitar o prejuizo ao município em função dessa situação herdada, desse parcelamento. Não é facil, não podemos dizer que é num estalar de dedos que vamos resolver isso. Precisa de muita dedicação, de muito esforço pra que isso venha trazer aqui o resultado positivo. Queremos e vamos trabalhar para que esse resultado, no final dessa gestão, a gente já possa trazer bons frutos e dizer que superamos esse problema que era uma situação quase insuperável. Nas outras gestões ninguém deu importancia para isso”, alegou.

Por fim, Léo Bandeira garantiu que “temos que ter o cuidado também com as pessoas que estão na ativa e irão se aposentar. A gente tem que estruturar o Instituo para que ele possa ser um departamento, um órgão para que a gente possa atender e sempre dá condição para aquelas pessoas que estão na ativa irão ter a segurança do seu salário”, concluiu.

Por Marcos Lima

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