sáb. dez 4th, 2021

Sindasp-PB e Sindseap-PB se solidarizam com policial penal preso em Campina Grande e pedem bom senso do Ministério Público e da Justiça Paraibana

Os Sindicatos da Polícia Penal do Estado da Paraíba e dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado da Paraíba (Sindasp-PB e Sindseap-PB), presididos, respectivamente, por Flávio Albuquerque e Manuel Leite de Araújo, lamentaram nesta terça-feira(19), decisão tomada pela Justiça de Campina Grande que recolheu à Penitenciária Padrão  (Máxima, de Campina Grande) o policial penal campinense, Paulo Pinheiro.

O policial Penal foi preso no domingo, 17, em sua residência, na rua Silva Jardim, Bairro José Pinheiro, após se envolver numa discussão com supostos traficantes de drogas que lhe obrigavam a retirada de algumas câmaras de vigilância instalada na frente da sua casa, sob a alegação de que não necessitava das mesmas, pois, quem cuidava da segurança da região eram eles. Diante da negativa, os supostos traficantes ameçaram tirar à força as câmaras de vigilância e invadir a casa de Paulo Pinheiro, ocasião em que o policial penal  efetuou um disparo contra o suposto traficante, atingindo o braço esquerdo.

Paulo Tavares foi preso por uma guarnição da Polícia Militar, levado para uma Delegacia de Polícia e autuado em flagrante por tentativa de homicídio. Na audiência de custódia, o Ministério Público, no sentido de dá satisfação à sociedade, pediu a prisão preventiva do policial, o que foi decretada pela Justiça, encaminhando-o para a penitenciária.

“Isso é um absurdo o que se fez  com um pai de família e um homem de bem. Sinceramente, nossa Justiça manda para a prisão uma pessoa cumpridora da lei, enquanto os verdadeiros bandidos, principalmente os de colarinho branco, vivem em plena liberdade e fazendo o mal à população”, disse Manuel Leite de Araujo, presidente do Sindseap-PB.

O mesmo pensamento tem Flávio Albuquerque, presidente do Sindicato da Polícia Penal do Estado da Paraíba. “Isso é o que chamamos de uma verdadeira inujstiça. Um policial afrontado por um bandido vai pra penitenciária, enquanto os verdadeiros bandidos vivem à solta fazendo o mal a todos”, disse.

Os dois representantes de classe apelaram tanto ao Ministério Público quanto à Justiça Paraíba para reverem as decisões tomadas, uma vez que “e o policial penal não tivesse agido em legítima defesa, talvez, hj, estivesse morto”. O Sindasp-PB e Sindseap-PB disponibilizaram assessoria jurídica para o policial penal Paulo Tavares. O policial penal tem 60 anos de idade.

Por Marcos Lima

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