sáb. dez 4th, 2021

Tibério Limeira critica mudança em programa social, diz que Auxílio Brasil nasceu ‘atabalhoado’ e que Bolsa Família era estruturado com saúde e educação

O secretário de Desenvolvimento Humano da Paraíba, Tibério Limeira, criticou a mudança de programa social feita pelo Governo Federal. Ele apontou que o Auxílio Brasil, viabilizado na PEC dos Precatórios, nasceu ‘atabalhoado e que o Bolsa Família era estruturado e “envolvia articulação com a rede de educação e rede de saúde”.

Questionado sobre como ficam os beneficiários do Bolsa Família, agora com o fim do programa, o secretário respondeu que faltam informações. “Durante a vigência e execução do Bolsa Família, estados e municípios sempre tiveram as informações corretas e consistentes para passar para os usuários. Porque quem pisa no chão onde o usuário está buscando a informação é o gestor estadual. O gestor da União, do Governo Federal está em outra esfera. Quem está fazendo esse ‘para-choque’ na ansiedade das pessoas somos nós. Porém, estamos desprovidos de qualquer informação sobre esse novo benefício.”

Ainda segundo Tibério Limeira, “o Bolsa Família teve 18 anos bem sucedidos numa articulação entre Governo Federal, estados e municípios num processo extremamente grandioso que envolvia a transferência de renda, mas que também envolvia articulação com a rede de educação, rede de saúde. Um programa reconhecido internacionalmente. Não pertence a partido, é um programa de Estado, de Nação, um dos maiores programas de transferência de renda do mundo que, infelizmente, foi finalizado sem nenhum tipo de novas informações para gestores estaduais e municipais.”

O secretário completou dizendo que “se a gente não tem informação, o usuário também não tem informação porque é a nós que o usuário busca. Então nós estamos apelando ao Governo Federal para que reúna os secretários de Estado, que reúna os representantes dos secretários municipais, dos gestores, prefeitos, governadores para a gente ter informação sobre o auxílio e para saber o que vai nos caber no processo do Auxílio Brasil, que nasce de uma maneira extremamente ‘atabalhoada’ e sem a estruturação e sem o processo de articulação que tinha o Bolsa Família.”

Tibério finalizou dizendo que os beneficiários “estão ansiosos de saber como vai funcionar. Enquanto o Congresso discute por três, quatro, cinco, dez semanas, fonte de recursos, quem tem fome está precisando da comida hoje. Então é fundamental que isso seja feito com a máxima agilidade possível.”

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