seg. ago 15th, 2022

A greve branca da PM, a aposta no caos e a Paraíba feita refém

A radicalização do movimento grevista da PM na Paraíba não se justificaria nem se o governador tivesse tentado passar por cima de grevistas com trator, como fez o senador Cid Gomes (PDT-CE).

Como se sabe, muito diferente do Ceará, João Azevêdo deu gestos de boa vontade, abriu negociação dialogada e atendeu praticamente tudo o que as associações da categoria policial reivindicaram.

Insuflados por parte da oposição em ano eleitoral, a mobilização deixou o terreno da civilidade e entrou no perigoso pântano da clandestinidade.

De movimento por direitos ao contágio político-eleitoral. O que até seria digno de apoio rompe a corda do razoável e cai na antipatia popular quando opta-se – publicamente – pelo terrorismo social.

A estratégia do incentivo à greve branca e o implícito sinal verde para a bandidagem assusta, porque parte de quem  – por dever constitucional e moral – tem o papel da manutenção da ordem e da lei.

Sob subversivo comando, a sociedade é quem se sente ameaçada. Um estado de coisas que o governo e instituições não podem aceitar e nem a honorária PM pode jamais se submeter.

Como qualquer cidadão, policiais têm sagrado direito individual de gostar e apoiar um político e rejeitar outro. Se aprovam o governo federal e antipatizam com o governo estadual, por exemplo, podem expressar os dois sentimentos nas urnas. É legítimo.

Só não vale nessa guerra subjugar quem banca a conta do governo e da PM, a sociedade. E a quem se jurou solenemente proteger com o sacrifício da própria vida.

Aos setores da oposição que apostam no descontrole, vale uma reflexão. O caos pode até queimar o governo com a Polícia, mas não livra seus incentivadores de se chamuscar com o eleitor. Afinal, ninguém quer ser refém de um confronto que ameaça sua paz e segurança. E o cidadão sabe distingir quem quer solução de quem só quer voto. Nem que custe vidas.

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