31 de janeiro de 2023

Taxa de desocupação no Brasil fecha em 8,3% no trimestre encerrado em outubro

A taxa de desocupação (8,3%) do trimestre móvel de agosto a outubro de 2022 recuou 0,8 ponto percentual (p.p.) ante o trimestre de maio a julho de 2022 (9,1%) e 3,8 p.p. frente ao mesmo período de 2021 (12,1%). A população desocupada (9,0 milhões de pessoas) caiu ao menor nível desde o trimestre móvel terminado em julho de 2015, recuando 8,7% (menos 860 mil pessoas) no trimestre e 30,1% (menos 3,9 milhões) no ano. A informação é da PNAD Contínua, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE.

A população ocupada (99,7 milhões) foi recorde da série iniciada em 2012, com alta de 1,0% (1,0 milhão) ante o trimestre anterior e de 6,1% (mais 5,7 milhões) no ano. Já o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 57,4%, subindo 0,4 p.p. no trimestre e 2,8 p.p. no ano. Foi o nível mais alto desde o trimestre móvel terminado em abril de 2015.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,6 milhões, subindo 2,3% (822 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,1% (mais 2,7 milhões de pessoas) na comparação anual. Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,4 milhões de pessoas) aumentou 2,3% (297 mil) no trimestre e subiu 11,8% (1,4 milhão) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria foi de 25,4 milhões de pessoas, caindo 1,8% (462 mil pessoas) no trimestre mantendo estabilidade na comparação anual.

Taxa de desocupação

No trimestre móvel de agosto a outubro de 2022, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), foi estimada em 108,7 milhões de pessoas, estabilidade frente ao trimestre de maio a agosto de 2022 e expansão de 1,7% (1,8 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2021.

Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento nos seguintes grupamentos de atividades: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 324 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,8%, ou mais 318 mil pessoas) e Outros serviços (4,5%, ou mais 232 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Alojamento e alimentação (3,7%, ou menos 200 mil pessoas).

Ante o trimestre encerrado em setembro de 2021, houve alta em: Indústria Geral (5,0%, ou mais 612 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,1%, ou mais 1,3 milhão de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (7,9%, ou mais 385 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (7,4%, ou mais 821 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (9,3%, ou mais 1,5 milhão de pessoas), Outros serviços (18,3%, ou mais 841 mil pessoas) e Serviços domésticos (6,3%, ou mais 352 mil pessoas). Os demais grupamentos não tiveram variação significativa.

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