Em meio a protestos, Peru declara estado de emergência por 30 dias

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Alberto Otárola, em conferência no palácio do governo

 

 

O novo governo peruano decretou nesta quarta-feira estado de emergência em todo o país por 30 dias para tentar conter as manifestações que exigem eleições gerais e a libertação do ex-presidente deposto Pedro Castillo após sua tentativa fracassada de golpe na semana passada. Até o momento, sete pessoas morreram e 26 ficaram feridas nos protestos, informou o Ministério da Saúde peruano no Twitter.

“Ficou acordado declarar estado de emergência para todo o país devido ao vandalismo e à violência, à tomada de autoestradas e vias (…), que estão a ser controladas pela Polícia Nacional e pelas Forças Armadas”, anunciou o ministro de Defesa, Alberto Otárola.

O estado de emergência anunciado nesta quarta-feira permite a intervenção do Exército diante de atos de vandalismo e bloqueios de estradas, conforme explicou Otárola no anúncio. “Quero recordar que a declaração do estado de emergência a nível nacional implica na suspensão dos direitos de reunião, da inviolabilidade do domicílio, da liberdade de circulação, da liberdade de reunião e da liberdade e segurança pessoal”, continuou o ministro.

Na terça-feira, governo já havia estabelecido a mesma medida nas regiões de Arequipa, Ica e Apurímac, no Sul do país, depois que dois jovens de 15 e 18 anos morreram no domingo em confrontos com as forças de segurança.

Em Lima, capital do país, dezenas de manifestantes que pretendiam chegar ao Congresso enfrentaram a polícia com pedras e os agentes de segurança responderam com gás lacrimogêneo. Várias estradas continuam bloqueadas em 13 das 24 regiões do país.

Mais cedo, o prefeito de Miraflores, Luis Molina, já havia solicitado a instauração de estado de emergência em Lima e Callao, de acordo com o jornal La República.

— Analisando o caos existente, o vandalismo e as mortes que ocorreram em todo o Peru e vendo que pessoas diferentes estão vindo para a capital, o que temos que fazer (…) é parar o vandalismo recuperando o princípio da autoridade — afirmou Molina.

Na segunda-feira, Boluarte enviou ao Congresso um projeto para antecipar as eleições de 2026 para abril de 2024. Nesta quarta, ela disse que está avaliando com o Legislativo e Justiça eleitoral a possibilidade de realizar as eleições mais cedo, em dezembro de 2023. O projeto precisa ser aprovado por dois terços dos deputados.

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